EIA - EXPERIÊNCIA IMERSIVA AMBIENTAL


EIA 2004

 

Retratos Gravados- Estação Rodoviária Tîête - Grupo Dragão de Gravura

 

Por Marina Ronco

 

São Paulo, 14 de novembro de 2004.

 

Qual a minha liberdade dentro dessa cidade?

Quem é o usuário?

 

                 Às 16:00h do mesmo dia da expressão deste depoimento, o “grupo” EIA, Experiência Imersiva Ambiental, foi realizar seus trabalhos em mais um dos espaços públicos da cidade de São Paulo.

                Já sabendo da burocracia que supre qualquer tipo de instituição “pública”, esperávamos encontrar alguma dificuldade em realizar os trabalhos.

                Instalados no chão e encostados em mais um dos novos muros de concreto da Rodoviária do Tietê, reformada pelo Governo do Estado de São Paulo, fomos abordados pela segurança, impedindo que ficássemos ali expressando nossa arte. A segurança afirmava que somente com a autorização da assessora de imprensa do terminal rodoviário poderíamos ficar naquele local.

                A proposta do trabalho do grupo Dragão de Gravuras realizado naquele espaço era caracterizada pela execução de retratos em gravura dos usuários que embarcavam e desembarcavam no terminal. Havia pessoas do EIA registrando a ação que logo foram abordados pelo segurança que educadamente pediu que desligássemos as câmeras. Desligamos as câmeras.

                Conversamos por telefone com assessora, pois não havia naquela instituição nenhuma pessoa responsável para avaliar se aquela ação era permitida ou não.Também não fomos informados por que razão não podíamos ficar ali fazendo desenhos.

                Na expressão que se entende como livre democracia, encontramo-nos barrados pela assessora de imprensa do Terminal Rodoviário Tietê que tinha como chefe das suas decisões os diretores da empresa privada SOCICAM e, portanto não podia aceitar aquela atividade.

                Questionei-a por telefone se um mendigo poderia entrar ali.Ela disse que não.

                Questionei ao segurança se eu poderia pegar um ônibus trajada de “biquíni” e ele disse pra minha surpresa que sim, “que não teria o menor problema”.

                Com e expectativa do encontro com uma administração pública ficamos surpreendidos ao perceber que aquele teórico espaço público estava sob domínio de uma empresa privada chamada SOCICAM. (empresa que à olhos crus é enxergada como empresa de segurança do terminal).

                Em respeito à ordem imposta pela sociedade, que não sabemos se é civil ou anônima, saímos do local sem realizar nossas atividades artísticas.

                Restou-nos somente a pergunta do que é ainda é realmente público? E qual a parcela de nossa cidade que realmente diz respeito a todos o cidadãos. Qual o limite entre os “à margem da sociedade” e o contribuinte, algum desses homens deixa de ser humano?

 

 

 

 

 



Escrito por EIA às 16h07
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Por Floriana Breyer

 

Avante Marujos,

 

Avisto terra fértil, já  posso sentir o marulhar das águas, o frescor da brisa e o cheiro de terra firme. A imersão surge como uma necessidade de mobilização plena, que envolve todo corpo orgânico e inunda o psíquico, algo que o corpo experiência e torna impossível a negação da realidade. Estudo de Impacto Ambiental, transpessoal, interdependência de todos os seres.

 

O corpo têm memória.

 

Este corpo em primeira instancia é o corpo do ser artista, do propositor da experiência do catalizador da imersão, que se propõe a imergir em sua própria criação, bebendo da água que oferece. Que se propõe a experiênciar o ambiente e senti-lo como extensão do corpo. Que se propõe a enxergar o outro.

 

Os fluxos internos são diversos, a URBS pulsa conforme suas células transitam em seu corpo. Há pulso. Somos células de um corpo orgânico, vivo e nossas ações, gestos, ou palavras participam desta sinfonia conferindo ritmo as pulsações.

 

Estamos vivos, atentos, sedentos, famintos. Estamos fartos, fartos de tanto ver o óbvio e calar, e adormecer e chorar. E ver-nos de mão atadas tendo-as livres. É preciso sair para rua conhecer de perto, trocar, tocar, olhar nos olhos, chorar e sorrir.

 

Tenho vontade de ser humano, de ser humana, de permanecer em TERRA e amo as águas, as árvores, os pássaros, os homens. Em dias de chuva os vagalumes se mostram nos faróis, e o asfalto tornado fitoplancton inunda minha retina cansada de tanto ver o óbvio.

 

Eu não tenho outra opção se não imergir...

 

Saudações aos tripulantes do EIA

 

EIA lá!!!!!!!!!!!

 



Escrito por EIA às 16h05
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EIA 2004

 

 



Escrito por EIA às 16h03
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EIA 2004 

Bandeira da nova República - Radioatividade - Praça da República



Escrito por EIA às 15h50
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EIA 2004

Permitido - Vitor César

João e Maria - Grupo Buraco - Estação Conceição do Metrô

O Tempo das Coisas - Grupo T.O.E. - Estação Conçeição do Metrô

Por David da Paz

 

 

T . O . E

Teatro de operações espetaculares

 

A idéia é ocupar “ espaços públicos” para criar rituais lúdicos novos, afim de celebrar encontros inesperados e reações desconhecidas. Novas variáveis para novas equações. Novas matrizes configuram-se no rizoma.

Encontrar um mapa de uma subjetividade convergente, nem que esteja soterrada nas zonas abissais de uma consciência reprimida pelo imediatismo das teias do universo consumidor.

A semiótica polisensorial versus a cidade cega. Estar aqui é possível. Você é seu próprio sistema operacional.

          Crie anti-regras.

          Nos insistimos que é preciso se inventar novos jogos.

 

O jogo da forma e do conteúdo, das formas e dos conteúdos, tem pouco ou nenhuma influência sobre o resultado final: não adianta procurar conteúdos para a ARTE – Ação, não adianta propor formas variadas para ela, o que importa é reconhecer sua matéria e atuar de modo condizente com ela.

 

Você pode dramatizar uma crise urgente ou uma situação – realidade imediata através de um fragmento de ação, explorando a ambigüidade entre a arte – ação e a vida real. A arte deve assaltar os sentidos: deve revoltar a mente e se apossar da alma.

 

A arte de recusar-se a ser somente a sua imagem.

 

“ o que muda nossa maneira de ver o mundo é mais importante do que nossa maneira de ver a pintura”  

 

Faixas de Cor -Jose Roberto Shwafaty

 



Escrito por EIA às 15h46
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EIA 2004

Ode a Bandeira- Julia Csekö- Praça da República

Exército dos Executivos- Esqueleto Coletivo- Bolsa de valores SP

 

Flávia Samaronne



Escrito por EIA às 15h28
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Esculturas Bandidas - Chico Linares - Estação Bresser do metrô

Compro Arte- Osvaldo Carvalho

 



Escrito por EIA às 15h13
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EIA 2004

 O Alvo- Algacir Almeida- MInhocão

Azeite de Leos

 

 O Banquete - Grupo Alerta- Teatro Municipal

 

A múmia - Erika Fraenkel - Praça da SP



Escrito por EIA às 17h59
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